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Tudo O Que Você Precisa Saber Sobre O Metaverso

fevereiro 18, 2022
05:00

No mundo da tecnologia não se fala em outra palavra, se não, o METAVERSO, colocado em evidência após uma fala de Mark Zuckerberg, um dos fundadores da maior rede social de todos os tempos, o Facebook.

Em outubro de 2021, Mark anunciou que o grupo Facebook, que comanda diversas redes sociais como WhatsApp, Instagram e o próprio Facebook, passaria a se chamar META, uma referência ao METAVERSO. Mas afinal, o que é esse tal METAVERSO?

Isso é o que você descobrirá, agora!

O METAVERSO

Bom, já adiantamos que de primeira, o conceito pode parecer uma completa história de ficção científica, mas não é não, viu?

O termo “Metaverso” foi criado pelo escritor norte-americano Neal Stephenson, em 1992, quando ele lançou o romance Snow Crash, onde os personagens usam avatares para viver em um universo online, paralelo a nossa realidade. E apesar do autor explicar que o termo não tem relação com o conceito apresentado por Zuckerberg, no fundo, ambos acabam se relacionando.

De acordo com Mark, o metaverso é “a próxima geração da internet”, onde conectaremos pessoas, as inserindo no centro da tecnologia. Já para Binho Dias, diretor de produto na Blitzar, o conceito de metaverso é bem diferente daquele apresentado pelo grupo Meta, afirmando que as ideias de Zuckerberg são “um pouco viagem”. Para ele, o conceito em si, é sobre dar poder ao usuário.

Mas de maneira geral, o conceito pode ser definido como um ambiente virtual imersivo, coletivo e hiper-realista, onde as pessoas poderão conviver utilizando avatares customizados em 3D. Em outras palavras, realmente é uma evolução da nossa internet atual.

O termo em si, combina duas vertentes tecnológicas – a realidade virtual e a realidade aumentada – com os recursos de comunicação das redes sociais, para que as pessoas se conectem e interajam no universo digital, quase como um “The Sims” da vida real.

Inclusive, uma das primeiras empresas a tentar concretizar o metaverso foi a Liden Lab, que desenvolveu o jogo Second Life, em 2003. Ele existe até hoje e recria um ambiente virtual em 3D, simulando a vida real. Nele, os usuários também podem criar avatares e interagir uns com os outros.

COMO FUNCIONARIA NA PRÁTICA

Ainda é difícil afirmar com exatidão como esse universo funcionará na prática, pois o conceito não se refere a uma tecnologia específica que permita sua concretização e sim, a uma mudança na forma como interagimos com o mundo digital.

O sentimento seria de imersão total nesse universo virtual. Ou seja, as telas de celulares, computadores e tablets seriam substituídas por uma experiência tridimensional, que possibilitaria interação total com objetos, pessoas e informações variadas.

Pense em uma espécie de realidade paralela que simula o mundo físico, onde as pessoas poderão ingressar utilizando fones de ouvido e óculos especiais, como os de realidade aumentada. Isso permitiria, por exemplo, encontrar os amigos para ver um filme no cinema ou ver uma exposição de arte que só existe no metaverso.

Hoje, em algumas plataformas como Decentraland e Roblox, já é possível utilizar avatares para interagir online, ir a eventos, shows, construir casas, comprar roupas digitais e muito mais.

O FUTURO DA INTERNET

O mercado de tecnologia é mercado por fases que se alteram de dez a quinze anos, aproximadamente.

Atualmente, o mundo está passando pela chamada Web 2.0, com a característica principal de ser um ambiente mediado por redes sociais, onde quase tudo acontece através dos dispositivos mobile e desktop.

Estudiosos dedicados ao metaverso acreditam que o conceito dará o pontapé inicial para a Web 3.0. Em uma nova era, onde a internet será mais imersiva, com ajuda da realidade virtual, tornando o mundo virtual e físico muito mais integrados.

EMPRESAS QUE APOSTAM NO METAVERSO

Não é apenas o Meta que tem apostado suas fichas no metaverso. Algumas marcas famosas de roupas, como a Gucci, Adidas e Nike já têm criado “coleções virtuais”, que só existem no mundo digital e só podem ser utilizadas por avatares.

Inclusive, em novembro de 2021, a Nike criou a Nikeland, uma plataforma dentro do game Roblox. Já em dezembro, a multinacional adquiriu um startup especializada em NFTs de moda.

NFT é a abreviação de Token Não Fungível, um tipo de ativo digital com valor monetário, que vive numa blockchain e certifica que determinado item é único, como no exemplo acima, com as peças de roupas de grife.

Em 2021, a Microsoft colocou no mercado o Mesh, uma plataforma que permite a realização de reuniões com hologramas. Também criou avatares 3D para o Teams, sua plataforma de comunicação.

E não são apenas empresas estrangeiras que apostam no conceito. O Banco do Brasil também entrou na onda e lançou uma experiência virtual no servidor do game GTA, onde o usuário pode abrir uma conta para seu personagem, na instituição bancária.

Ainda que para a grande massa, o metaverso pareça um sonho distante, para uma pequena fatia da população, ele já é realidade.

CONCLUSÃO

Mark Zuckerberg já afirmou que o metaverso fará parte da vida de todos durante o decorrer dos próximos anos e, os avanços da nossa evolução durante a era digital, junto da interação homem-máquina, nos faz crer que essa realidade está realmente próxima.

Uma coisa é certa. Nossas vidas estão em constante evolução graças ao surgimento de tecnologias, desenvolvidas em um mundo quase que totalmente industrializado.

Com isso, podemos concluir que o metaverso revolucionará quase todos os setores e funções. Da saúde até pagamentos, em produtos de consumo, entretenimento e trabalho.

E devemos encarar as mudanças sem medo, reconhecendo sua importância para o processo evolutivo.

Maysa Barbosa

Content Strategist

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