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Lei da Difusão da Inovação: Como Essa Teoria Impacta O Lançamento De Produtos?

março 29, 2022
12:48

Independente do público-alvo para qual uma solução está sendo direcionada, é primordial entender o que é o padrão de curva de adoção e como ele impacta o entendimento sobre o sucesso do seu produto ou serviço.

INOVAÇÃO X TECNOLOGIA

Antes de focarmos no assunto principal deste artigo, precisamos esclarecer dois termos muito importantes relacionados a ele. Entender a definição dessas duas palavras nos ajudará a compreender melhor a teoria por trás da Lei da Difusão da Inovação.

Sabemos que tecnologia e inovação podem ser interpretadas de formas distintas, de acordo com o contexto inserido. Mas é fundamental destacar que a palavra tecnologia não deve ser obrigatoriamente relacionada a computação.

A tecnologia é uma ferramenta que facilita a execução de um trabalho. Nesse contexto, uma chave de fenda é uma tecnologia.

Já a palavra inovar refere-se a buscar uma solução para um problema, seja através do uso  de uma tecnologia ou não. Mas é comum que os dois termos estejam associados.

Dito isso, precisamos ressaltar que inovação não é apenas sobre investir em tecnologias que estão na moda ou simplesmente lançar algo. É preciso observar e prever como essa solução será recebida no mercado.

Empresas têm conseguido reduzir desperdícios e otimizar impactos ao compreender como os consumidores recebem novos itens, apenas considerando a Curva de Adoção de Inovação.

LEI DA DIFUSÃO DA INOVAÇÃO

Também conhecida como Curva de Adoção, a Lei da Difusão da Inovação é uma teoria proposta pelo sociólogo Everett Rogers, no livro “Difusão de Inovações”, de 1962.

Nele, Rogers almeja entender como as inovações são criadas e replicadas pelas pessoas, considerando que produtos inovadores não são percebidos e recebidos igualmente pelas pessoas.

O objetivo da teoria era explicar o porquê de algumas pessoas desejarem adquirir novos produtos, serviços ou adotarem um determinado comportamento antes de outros consumidores.

Com o estudo, Rogers concluiu que existem 5 perfis básicos e que cada um deles faz a adoção de uma nova solução ou produto em um tempo específico em relação aos outros. Como você confere no gráfico abaixo:

Lei da difusão da inovação

Através do gráfico, percebemos que apenas 2,5% das pessoas são inovadoras, 13,5% são adotantes iniciais, 34% fazem parte da maioria inicial, outros 34% pertencem ao grupo da maioria tardia e 16% são retardatários. Logo, os inovadores representam a minoria, que busca novos produtos e tecnologias a qualquer custo.

São essas pessoas que esperam horas na fila da Apple, para comprar um novo smartphone, ainda que os seus antigos estejam em perfeito estado, simplesmente para serem os primeiros as adquirirem a novidade.

A maioria da população é representada pelos 68% que estão no meio do gráfico. Os que fazem parte da maioria inicial e maioria tardia são mais práticos e valorizam muitos fatores racionais. Na extrema direita do gráfico, estão os retardatários. Estes são os caras que só pararam de ir até à locadora de filmes porque ela deixou de existir.

Claro que é importante destacar que perfis podem alterar, dependendo do tema que está em jogo. Uma pessoa pode ser inovadora quando falamos em games e um retardatário quando o assunto é moda, por exemplo.

Por isso, o autor implica que há quatro elementos principais que influenciam a disseminação de uma nova ideia:

  • A própria inovação;
  • Os meios de comunicação;
  • O tempo;
  • E um sistema social.

COMO A CURVA DE ADOÇÃO IMPACTA O MARKETING E AS VENDAS?

O marketing é uma das principais vertentes de atração de novos clientes para as empresas.

Investir em estratégias que possam melhorar esse processo sempre é um bom gasto, principalmente quando falamos em aplicar uma metodologia tão aceita por estudiosos, como é o caso da curva de adoção.

Compreender o funcionamento da curva de adoção é primordial para empresas que querem garantir o bom desempenho de vendas de novos produtos, ou mesmo daqueles que recebem algum tipo de atualização. E aqui, não falamos apenas de produtos digitais.

Com ações específicas, direcionadas para cada perfil, é possível acelerar o processo de adoção de inovação, bem como a aceitação do mercado.

Os early adopters (primeiros a adotar), por exemplo, devem ser o foco principal dos esforços de marketing. Para isso, é importante lidar com as expectativas desse público, garantindo que eles estejam totalmente satisfeitos e empolgados com a solução.

Dessa forma, eles quem acabam influenciando positivamente a maioria inicial e a maioria tardia, que precisarão apenas receber mais alguns incentivos relacionados aos benefícios do produto ou serviço, junto das dores que ele solucionará. Cada um, no seu tempo.

Já os retardatários, muitas vezes, acabam não valendo os esforços e investimentos gastos para se convencerem da solução. Nesse caso, é preciso confiar no poder de disseminação da informação e no aspecto social da difusão das inovações, como a prova social ou questões pessoais de pertencimento.

A Lei da Difusão da Inovação pode parecer uma teoria complexa, mas é muito importante para quem deseja entender como a inovação é aceita e disseminada no meio social.

Por aqui, gostamos muito desse assunto, então se quiser bater um papo sobre inovação, tecnologia ou análise da curva de adoção, você já sabe onde nos encontrar!

Maysa Barbosa

Content Strategist

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