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EGO: amigo ou inimigo da inovação?

agosto 17, 2022
10:02

O EGO é definido por Sigmund Freud como a instância psíquica correspondente ao princípio da realidade. Todos somos impactados e convivemos com ele.

A inovação precisa de uma dose de EGO, assim como precisa do fracasso. E isso não quer dizer que ele deva ser experimentado na pele… Mas é que, muitas vezes, o fracasso é o ponta pé para o sucesso.

Veja a Apple, com o Newton, um modelo de assistente pessoal PDA, com tela sensível ao toque, reconhecimento inteligente de escrita e memória flash, lançado em 1993, sem sucesso.

Apple Newton

É evidente os desenvolvedores não previram que a tecnologia móvel precisaria de uma bateria de longa duração.

Mas nem tudo estava perdido: o fracasso aparente, na verdade, serviu de base para o iPod e o iPhone. Através de exemplos como esse, percebemos que, às vezes, uma grande ideia é apenas um rascunho para algo maior.

Assim como o fracasso egocêntrico da poderosa Apple, existe uma coleção de produtos e serviços que falharam miseravelmente, expostos no Museum of Failure (Museo do fracasso).

Museum of Failure – Minneapolis, USA.

E sim. Muitos projetos de inovação falham, mas é no fracasso que temos experiências de aprendizado fascinantes.

Deixar de lado nosso ego e pesquisar, fazer um Discovery a partir dos erros cometidos pelos outros, pode fornecer uma visão única sobre os riscos de um negócio.

Inovação objetiva estimular a discussão produtiva sobre o fracasso, sucesso, futuro, presente e passado e nos inspirar a assumir riscos significativos. A chave desses debates está na posição que o consumidor ocupa na roda de conhecimento.

Com isso, direcionamos o processo de inovação ao entendimento do “indivíduo”, longe de ser apenas um número em uma tabela de Excel, e sim, com um olhar humano, antropológico e cultural, com caraterísticas únicas.

Não é à toa que ferramentas como Golden Circle, Canvas, Design Thinking, Lab design e outros, ajudam quando o propósito é colocar o consumidor no centro de tudo.

Tem sido esse input que impulsionou tendências como UX, CX, XR, dentre outras. Essas tendências também são suscetíveis ao fracasso, quando impactadas unicamente pelo EGO.

Da próxima vez que você errar, não se apresse para redigir o erro. Se acalme e apenas falhe. Veja o erro como uma oportunidade de revisitar a jornada e voltar ao Discovery.

Agora, se você é ansioso, assim como eu, e prefere utilizar os erros cometidos por outras pessoas para minimizar os seus riscos, abra mão do ego e das suas certezas sobre o negócio e procure squads multidisciplinares.

Observe com detalhes outros pontos de vista, misture o seu propósito com perfis incomuns, que possam aumentar a possibilidade de atingir sucesso.

E se mesmo assim falhar, lembre-se que o sucesso nunca é 100% garantido. Faça o seu melhor, mas não pense que sabe tudo sobre o mercado, o target, o produto ou até sobre o poder da sua marca. Seja uma pessoa cética.

Digo isso, pois vejo esse comportamento com frequência em CEO’s, PBO, entre outros. É como se não tivessem conhecimento sobre marcas como Kellogg’s, Nintendo, Apple, Nike e Coca Cola, exemplos clássicos de hipóteses “mal” e “bem” sucedidas.

São marcas fortes, que aderiram à mentalidade e a cultura da inovação, por isso, são abertas aos apontamentos, pois sabem que o consumidor é o rei do rodeio.

MULTIVISÃO: a vantagem competitiva dó século.

Nem todo mundo está sabendo ainda, mas as vantagens competitivas das empresas fod%*! hoje, é a capacidades de reler dados, implementar o Discovery e motivar constantemente o research.

Com a evolução da humanidade, da cultura e da tecnologia, e com a remodelagem da realidade e a auto-interpretação, passamos a apreciar mudanças comportamentais. Isso, somados ao background da história, passou a ser o decisor entre ter ou não uma chance no sucesso.

Quem acompanha a inovação de perto pode até discordar, porém, no meu ponto de vista, as bandeiras, ismos, tags, e hashtags coletivos remodelam o consumo e confrontam as verdades subjetivas consolidadas pelo ego.

Além de nos proporcionar características mais humanas, tem também outra função, podendo ser uma poderosa ferramenta para angariar cada vez mais conhecimento e, na sede de não errar, angariar recursos disponíveis para minimizar a brecha entre ideia inovadora e museu do fracasso.

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