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5 princípios da psicologia, aplicados a UX

junho 14, 2022
11:43

Experiência do usuário e psicologia tem muito mais em comum do que imaginamos. UX é sobre entender as pessoas, incluindo seus desejos, motivações, necessidades, expectativas.

Para desenvolver boas experiências, especialistas de UX precisam entender profundamente o usuário. E é aí que podemos (e devemos) aplicar os princípios da psicologia no design de experiência.

A psicologia é uma ciência humana que objetiva estudar a mente e como ela influencia o comportamento das pessoas. Ambas às disciplinas buscam entender padrões da cognição humana, o processo de tomada de decisão e as necessidades de consumo.

Quando aplicamos esses princípios da psicologia no desenvolvimento de soluções, o conhecimento profundo sobre as pessoas tende a auxiliar na projeção de experiências que representam exatamente o que o usuário quer e precisa, mesmo que inconscientemente.

Por isso, nesse artigo, separamos 5 princípios básicos da psicologia que podem e devem ser aplicados no desenvolvimento de produtos, interfaces e serviços centrados no usuário.

1. PRINCÍPIO DO MENOR ESFORÇO

Talvez esse seja o mais autoexplicativo. Inclusive, a imagem abaixo ficou popular por retratá-lo muito bem.

 5 princípios da psicologia, aplicados a UX
Reprodução: uxmag.com

Já dizia Bill Gates — “Escolha uma pessoa preguiçosa para fazer um trabalho duro, porque uma pessoa preguiçosa encontrará uma maneira fácil de fazê-lo”.

Essa fala resume bem o princípio do menor esforço, que consiste no fato de que os seres vivos estão constantemente em busca do menor esforço para completar qualquer tarefa ou função. Isso nos leva a alguns pilares de UX, como clareza e intuitividade.

Sempre faça o possível para tornar a jornada do usuário menos complicada. Use uma construção clara, concisa e objetiva.

2. A LEI DE MILLER

Durante um estudo, o psicólogo George Miller, especialista em processos cognitivos, observou que a capacidade de memória de jovens e adultos era limitada, conseguindo guardar apenas entre 5 e 9 estímulos diferentes. É o famoso: “Sete mais ou menos dois”.

Logo, se você cria uma interface que, de cara, despeja uma quantidade absurda de informações para o usuário, as chances dele se perder, esquecer e desistir de continuar são enormes.

Não obrigue as pessoas a lembrarem de mais coisas do que elas conseguem. Se houver muita informação a ser repassada ao usuário, divulgue-as progressivamente e aproveite a organização em blocos e tópicos.

3. EFEITO ESTÉTICO-USABILIDADE:

Quando o assunto é UX e experiência, um livro pode sim, ser julgado pela capa, e não só pode, como é julgado.

Diversos estudiosos já comprovaram que, coisas esteticamente “bonitas” costumam ser mais atrativas. Locais bonitos, casas bonitas e sim, sites mais bonitos fazem muito mais sucesso.

E é claro que beleza é algo subjetivo, afinal, o que é bonito para uma pessoa, pode não ser para outra, mas aqui, estamos falando sobre características universais aplicadas ao design.

Na psicologia do web design, a beleza tem tudo a ver com a interface do usuário, inclusive com pilares a serem seguidos:

É essencial manter padrões, sejam eles de linguagem, cores, fontes, botões, etc. Todos esses componentes ajudam na estética do que será desenvolvido. Certifique-se de que o design é relevante e atual, que atende às expectativas de um usuário moderno.

4. SOMOS SERES VISUAIS

Relembrando as aulas de história ou artes, podemos afirmar que a primeira forma de comunicação do homem foi através das pinturas rupestres, que ilustravam situações do cotidiano da época.

O olhar é responsável por 75% de todas as impressões do que está à nossa volta. Quando criança, aprendemos a rabiscar e desenhar antes mesmo de ler e escrever, por exemplo.

Por isso, ao desenvolver uma interface procure utilizar imagens, ícones e estímulos visuais, que ajudam o usuário a obter uma experiência mais intuitiva e entendível.

5. A PSICOLOGIA DO ERRO

Erros geralmente conseguem despertar uma gama de sentimentos e emoções. Independentemente do tamanho ou gravidade, instintivamente sentimos, por exemplo, raiva, decepção e irritação.

Durante a interação com uma interface, não poderia ser diferente. Quando estamos navegando e acessamos uma página com o temido erro 404, automaticamente ficamos irritados ou frustrados, certo?

Esse tipo de sentimento afeta negativamente a experiência do usuário durante a jornada, deixando aquele pézinho atrás em relação à empresa, produto, site, app ou o que quer que seja.

Infelizmente, algumas situações fogem ao nosso controle, mas há sempre uma boa forma de

comunicá-las ao usuário. E você não precisa pedir desculpas, apenas informar o que houve, e como resolver, sempre que possível.

Por exemplo, durante a tela de login, informe se o usuário errou a senha ou o e-mail. Esse tipo de comunicação simples ajuda e muito a melhorar a experiência.

CONCLUSÃO

Bom, até aqui, acreditamos que já deu para captar o quanto UX e psicologia comportamental andam lado a lado, certo?

Não subestime o poder de uma boa análise do seu consumidor, já considerando fatores biológicos do ser humano.

Aqui na giu.x, somos especialistas em análises do comportamento de consumo e estamos mais que por dentro desse assunto. Se quiser conversar sobre, já sabe onde nos encontrar!

Maysa Barbosa

Content Strategist

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